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Campo Maior

Justiça poderá decretar prisão preventiva de falsa profetisa

Na operação de busca na casa de Maria Ozana, quatro adolescentes foram encontrados, vivendo em situação de extrema miséria.

Publicada em 08 de Fevereiro de 2018 às 16h16

Publicado por: Marcia Gabriele  |  Fonte: Márcia Gabriele Imprimir

Foto: Reprodução

Os menores eram produziam e vendiam cocadas Os menores eram produziam e vendiam cocadas

Notícia Atualizada em 09/02/2018 às 08h56

A mulher, identificada como Maria Ozana da Silva, 37 anos, falsa profetisa de Campo Maior, poderá ter prisão preventiva decretada nos próximos dias devido à gravidade de seus crimes. Até o momento, ela está sendo acusada de exploração do trabalho infantil e sexual.

Na operação de busca na casa de Maria Ozana, quatro adolescentes foram encontrados vivendo em situação de extrema miséria. Além da acusada, outras duas mulheres estão envolvidas nos crimes.

Segundo o delegado Jetan Pinheiro, coordenador das Delegacias Especializadas, no momento, todas as informações sobre o que Maria Ozana fazia com os menores estão sendo levantadas e devidamente apuradas.

‘É preciso, antes de mais nada, ouvir todos os envolvidos e documentar todas essas informações. Para que possamos avaliar a necessidade ou não de uma prisão preventiva, que ao meu ver, cabe por conta dos crimes já constatados’, esclareceu.

Jetan Pinheiro ressaltou que os menores vivam em uma situação de extrema precariedade. ‘Além de serem explorados, os menores se alimentavam apenas de cuscuz e água, tendo que madrugar, já que na residência não possui energia elétrica’, pontua.

O delegado disse que em depoimento Maria Ozana, se identifica como da Universal e nega todas as denúncias feitas contra ela.

‘O que mais chamou a atenção no caso, é que ela conseguiu convencer os adolescentes de que ela era Deus e que eles precisavam passar por penitências e sofrimentos. Muitos queriam continuar vivendo com ela, mesmo nestas circunstâncias’, finalizou o delegado.

PAI VINDO DO PARÁ LEVA SEU FILHO 

O pai de um dos menores, Rogério dos Santos, após muitas conversas, conseguiu convencer o adolescente, de 17 anos, a voltar para o Pará. 'Eu vou voltar para o Pará. Ele vai comigo, mas não está muito satisfeito. Isso é preocupante', lamenta o pai. 


ENTENDA O CASO

Rogério dos Santos e sua esposa, que moram em Marabá no Pará, entregaram o filho para Maria Ozana para que fosse feito uma 'trabalho' em que se retirasse suposta 'macumba'. No entanto, o que se descobriu foi que na realidade Maria Ozana fazia recrutamento de menores para que fossem explorados por meio do trabalho infantil e ainda sexual.

O caso foi descoberto pela filha de Rogério dos Santos, que também foi trazida ao Piauí para a realização do susposto tratamento. Ela conseguiu fugir da residência de Maria Ozana e acabou denunciando a situação aos seus pais. O que culminou no resgate do adolescente e de outros três. 
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